Dez pessoas foram feridas ontem na explosão de um carro-bomba em uma área comercial do centro de Madri, em um atentado considerado como uma nova demonstração de força da ETA, três anos depois do assassinato de um conselheiro basco que no dia 12 de julho de 1997 marcou profundamente a Espanha.
Este atentado, reivindicado pela organização separatista basca armada ETA em um telefonema para os bombeiros 20 minutos antes da explosão, ocorreu às 6h31 locais (1h31 de Brasília) na esquina da Rua del Carmen com a Praça Callao, entre os grandes magazines El Corte Inglés e FNAC. Dez pessoas, entre as quais dois mendigos e dois policiais, ficaram feridas. Uma delas – um cidadão israelense de 52 anos – encontrava-se em estado grave.
As duas lojas sofreram grandes danos, especialmente em seus andares térreos. As vitrines dos estabelecimentos comerciais nas proximidades foram destruídas em um raio de 50 metros. ‘‘A explosão foi muito forte. Quase a senti no rosto’’, contou um garçom de um bar situado nas proximidades.
Segundo o diretor-geral da polícia, Juan Cotino, o carro-bomba explodiu 10 minutos antes do momento anunciado pela ETA. Este processo foi utilizado em várias ocasiões em outros atentados da organização armada basca, com o objetivo de que a explosão atinja os policiais alertados, que, acreditando dispor de tempo suficiente, comecem a examinar o veículo suspeito, explicou.
O carro-bomba, um Renault 21 roubado em fevereiro na região madrilenha, explodiu em uma das ruas de pedestres com maior atividade comercial da capital, percorrida durante o dia por dezenas de milhares de transeuntes. Entretanto, o bairro estava praticamente deserto no momento do atentado, devido à hora matinal.

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