Explosão diante do quartel da Guarda Civil da localidade de Durango deixou dois feridos
Madri- Um carro-bomba explodiu na madrugada de ontem diante do quartel da Guarda Civil da localidade de Durango (País Basco, norte) e deixou dois feridos leves, o que leva a pensar que este seria o primeiro atentado do grupo armado independente basco ETA, depois de terem interrompido o cessar-fogo em junho.
A explosão da bomba feriu levemente dois membros da Guarda Civil, que ''sofreram cortes devido aos estilhaços'', conformou à AFP a Associação de Ajuda nas Estradas (DYA) da província de Biscaia, que enviou várias ambulâncias depois de ter sido alertada sobre o atentado.
Segundo a imprensa espanhola, a explosão também causou danos materiais.
Cerca de uma hora depois, ''às 04H20, foi encontrado um carro carbonizado, que pode ter sido usado no atentado'' por seus autores para fugirem da localidade de Amorebieta, acrescentou a Ertzaintza.
O veículo tinha placa de Portugal e a explosão foi acionada por homens que fugiram em outro carro, segundo fontes das unidades de luta antiterrorista
citadas pela agência Europa Press.
No final de junho, foi descoberto no sul da Espanha um veículo carregado com 130 kg de explosivos nas proximidades da fronteira portuguesa, indício que leva a crer na possibilidade de que o ERA tivesse utilizado Portugal como retaguarda de suas operações pela primeira vez.
De acordo com o diretor geral da Guarda Civil, Joan Mesquida, a placa portuguesa da van que teria sido roubada há dois dias ''poderia confirmar a hipótese com que se vem trabalhando, a possibilidade de que o ETA pudesse ter algum tipo de infra-estrutura em Portugal''.
Para a rádio Cadena Ser, este seria o ''primeiro atentado do ETA'' desde a ruptura oficial de sua trégua, em 5 de junho. Mas até o momento, a organização independente ainda não reivindicou o atentado.
Mesquida, por sua vez, que atribui o atentado ao ETA, garantiu que ''este fato criminoso poderia ter sido uma carnificina, mas vai nos levar a uma maior luta contra o ETA''.
Normalmente, o ETA alerta à DYA e aos jornais independentes bascos sobre seus atentados, mas a Ser ressaltou que nunca foi avisada quando houve atentados contra as forças de segurança espanholas.
A organização anunciou em 5 de junho o fim do cessar-fogo permanente decretado em março de 2006, o que jogou por terra o projeto do governo do socialista José Luis Rodríguez Zapatero de encontrar um acordo de paz com os rebeldes bascos.

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