Um civil que trabalhava como cozinheiro da Marinha espanhola morreu ontem vítima da explosão de uma bomba plantada debaixo de seu carro, na cidade basca de San Sebastián. Cinco pessoas ficaram levemente feridas no primeiro atentado mortal do ano atribuído ao ETA (Pátria Basca e Liberdade).
O atentado ocorreu às 7h40 (horário local). A explosão, que segundo autoridades foi provocada por um artefato contendo entre 2 e 4 quilos de dinamite, destruiu o veículo e catapultou o corpo. A vítima, Ramón Diaz García, de 51 anos, morreu na hora, segundo um porta-voz da polícia. Cozinheiro do Comando da Marinha, no bairro de Loyola, durante os últimos 12 anos, Díaz era casado e tinha dois filhos, de 24 e 27 anos. Ele será enterrado hoje na vizinha cidade de Hernani.
Exatamente ao meio-dia, políticos e funcionários públicos observaram cinco minutos de silêncio em frente aos edifícios públicos de San Sebastián, uma atitude rotineira depois dos atentados perpetrados pelo ETA. Para hoje foram convocadas manifestações de protestos em toda a região basca.
A polícia e os políticos atribuíram de imediato o atentado ao ETA, embora não tenha havido nenhum comunicado oficial dos terroristas, assumindo a explosão.
‘‘O futuro do ETA será mais curto que seu passado’’, disse a prefeita interina de San Sebastián, María San Gil, do governante Partido Popular e que com frequência recebe ameaças de morte por parte do grupo.
Desde que decretou o fim de uma trégua unilateral de 14 meses em dezembro de 1999, o ETA já perpetrou 23 assassinatos.
A morte do cozinheiro elevou para 793 o número de vítimas do ETA desde que o grupo armado tomou as armas, em 1968, segundo um balanço oficial do Ministério do Interior espanhol. ‘‘Estes assassinos não conseguirão nada além de numerosos anos na prisão’’, afirmou energicamente o ministro da Função Pública, Jesús Posada, sem esconder sua indignação.

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