São Paulo - Um carro-bomba devastou uma rua movimentada, na cidade paquistanesa de Peshawar, no noroeste do país, ontem, matando pelo menos 20 pessoas e ferindo dezenas de outras. A escalada de violência no noroeste do Paquistão, ao mesmo tempo em que o país enfrenta crescente tensão com a Índia após os atentados terroristas em Mumbai, levanta preocupações sobre a estabilidade do país, que possui armas atômicas.
A explosão de ontem, a primeira desde as ações que mataram 172 pessoas em Mumbai, semana passada, aconteceu perto do famoso Bazar dos Contadores de Histórias. Uma mesquita e um hotel foram destruídos, e a explosão deixou uma fila de carros e lojas em chamas.
Imagens de TV mostraram o resgate de vítimas sendo feito por com veículos particulares, enquanto bombeiros tentavam apagar os incêndios. Além da tensão na Caxemira, no sul do país, onde age o grupo Lashkar-e-Taiba, responsabilizado por investigadores indianos pelas ações em Mumbai, o Paquistão enfrenta o aumento da violência no noroeste.
Forças paquistaneses têm acelerado as operações contra os refúgios do Taleban, grupo fundamentalista que comandava o Afeganistão, e da rede terrorista Al Qaeda na região de fronteira, onde os militantes têm lançado crescentes ataques aos dois países.
A zona fronteiriça é considerada um provável esconderijo do líder da Al Qaeda, de Osama bin Laden. A região é também afetada pelas tensões sectárias entre xiitas e sunitas muçulmanos, que fizeram das mesquitas alvos preferenciais de ataques.

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