São Paulo - Enquanto o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, não dá sinais de que seguirá as recomendações já existentes para uma mudança de estratégia na Guerra do Iraque, a violência continua sem tréguas no país. Um carro-bomba explodiu próximo a um ponto de ônibus lotado no leste de Bagdá na hora do rush da manhã de ontem, matando ao menos 11 pessoas e ferindo 27. A região da explosão é majoritariamente xiita, segundo a polícia.
No bairro de Kamaliyah, às 8h45 (3h45 pelo horário de Brasília), outra bomba explodiu a cerca de 50 metros da mesquita xiita de Al Rasoul, mas o prédio não foi danificado, ainda de acordo com a polícia. Aparentemente, a mesquita não foi o alvo da explosão.
O atentado no ponto de ônibus atingiu mulheres e crianças que esperavam transporte para irem ao mercado de frutas e vegetais de Bagdá.
Regiões pobres de Bagdá parecem ser o mais novo alvo da violência sectária que arrasa o Iraque. No dia 23 de novembro, supostos insurgentes su© nitas realizaram o mais sangrento ataque do país desde o início da guerra, em março de 2003.
O ataque, que envolveu bombas e morteiros, deixou ao menos 215 pessoas mortas em uma praça do bairro xiita Sadr City.
Em outros ataques ontem no Iraque, homens armados com armas e explosivos destruíram um pequeno local de oração em Baquba, 60 km a nordeste de Bagdá. Ninguém ficou ferido na explosão.
No quartel-general do segundo batalhão do Exército do Iraque, próximo da cidade de Kirkuk, tropas iraquianas abriram fogo contra dois suicidas em carros-bombas que dirigiram até o local para realizar um ataque. Apesar da resposta dos soldados, os suicidas conseguiram detonar os explosivos, matando quatro soldados e ferindo dez. A base atacada protege oleodutos da região, rica em petróleo.

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