Carro-bomba explode perto da Petrobras
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sexta-feira, 13 de maio de 2005
Folhapress 
São Paulo - Um carro-bomba explodiu próximo ao escritório da estatal Petrobras na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra. Não houve registro de feridos na explosão, que danificou um carro da empresa. A Petrobras ainda não se pronunciou sobre o atentado.
O atentado aconteceu em meio a um debate público na Bolívia sobre a exploração econômica das reservas de hidrocarbonetos, uma das principais fontes de riqueza do país, hoje controlada pelas multinacionais Petrobras, Repsol (Espanha), Total (França), British Petroleum (Reino Unido), entre outras.
Um grupo chamado ''Frente Nacional Anticorrupção'' reivindicou o atentado. Em um comunicado público, um representante não-identificado afirmou que o grupo reivindica ''a recuperação nacional dos hidrocarbonetos que estão sendo manipulados pelas transnacionais para a imediata recuperação (do país)''.
Uma rede de televisão boliviana transmitiu parte do comunicado da ''Frente Nacional'', em que um encapuzado, resguardado por outros dois, lê um uma espécie de manifesto contra a ''má administração pública, a corrupção, junto com as transnacionais'', que estariam deixando ''o país na miséria''.
Segundo o ministro do Interior da Bolívia, Saúl Lara, o atentado foi tentativa de ''desestabilizar não somente o governo, mas também o sistema político em seu conjunto''.
Momentos antes da explosão, o presidente Carlos Mesa havia cancelado um encontro nacional para justamente para discutir a reforma do setor petroleiro boliviano. Três dias antes, Mesa vetou uma lei que aumentaria os impostos sobre essas empresas.


