A explosão de um carro-bomba, que não deixou vítimas, na manhã de ontem em Jerusalém, dificultou ainda mais a trégua, já bastante frágil, entre israelenses e palestinos. Mesmo assim, as partes decidiram manter contatos.
''Um carro que continha uma bomba foi colocado no bairro de Talpiyot'', indicou um porta-voz da polícia israelense. O carro, com uma forte carga explosiva misturada com balas de calibre 56 mm, foi instalado num estacionamento próximo a um cruzamento de avenidas de acesso a setores industriais de Talpiyot, na zona leste da cidade, ocupada e anexada por Israel depois da guerra árabe-israelense, em junho de 1967. Vários carros se incendiaram, acrescentou.
Este é o primeiro atentado do gênero desde a proclamação de uma nova trégua no último dia 18 de setembro pelo líder palestino, Yasser Arafat.
Apesar da violência persistir depois de um sangrento fim de semana, os contatos entre as partes, que pretendem iniciar a trégua, acontecerão pelo segundo dia consecutivo.
As organizações radicais islamitas palestinas Jihad e Hamas declararam não estar incluídas nessa trégua.
Depois da explosão do carro-bomba, ontem, um dos principais colaboradores do primeiro-ministro Ariel Sharon, Avi Pazner, aumentou o tom de voz, acusando a Autoridade Palestina de não cumprir suas obrigações.
''É evidente que a Autoridade Palestina não faz o suficiente, ou quase nada, para acabar com a violência. Não vemos um cessar-fogo e sim uma continuação da violência'', declarou Pazner.

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