Moscou Pelo menos 35 pessoas morreram no atentado com um caminhão-bomba lançado contra um hospital militar de Mozdok, na república russa de Ossétia do Norte (Cáucaso), ontem, segundo números divulgados há pouco pela promotoria que investiga o ato, atribuído a rebeldes chechenos.
O adjunto do promotor-geral russo, Sergei Fridinsky afirmou à agência Interfax que tinham sido resgatados 35 corpos entre os escombros do hospital. Fridinsky advertiu que o número de mortos pode continuar aumentando.
''Se considerarmos a dimensão da destruição e o número de pessoas que se achavam no hospital 150 , incluindo 100 pacientes e 50 membros do pessoal, o número de vítimas provavelmente será mais elevado'', disse Fridinsky em Mozdok.
A presidência separatista chechena ''não é responsável por atos terroristas e os condena''declarou o emissário do líder rebelde Aslan Masjadov, Salambek Maigov.
O deputado checheno na Duma (câmara baixa do parlamento russo), Aslambek Aslajanov, estimou na rádio Eco de Moscou que os atentados continuarão ''até ser encontrada uma solução pacífica para o conflito checheno''.
O caminhão-bomba um Kamaz, segundo o ministério russo de Situações de Emergência foi lançado contra as instalações do hospital por volta das 19 horas locais.
O chefe do governo da Ossétia do Norte, Mikhail Chatalov, declarou que o prédio de três andares havia desmoronado, segundo a Interfax. ''Tudo está coberto de escombros e ninguém é capaz de dizer quantos mortos e feridos há'', acrescentou.
Na importante base das forças armadas federais russas em Mozdok, as informações também eram de que ''o hospital ficou completamente destruído. Soldados do regimento motorizado do 58 exército foram enviados à zona''.

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