Seis pessoas ficaram gravemente feridas, ontem, na explosão de um carro-bomba em Madri, informou a polícia, que conseguiu deter os dois supostos autores do atentado, atribuído por autoridades espanholas ao grupo separatista basco ETA. A explosão do carro um Peugeot 205 branco aconteceu às 9h10 locais, no cruzamento das ruas Corazón de María e Cardenal Silicio, no bairro residencial Prosperidad, norte da capital espanhola.
''Um massacre foi evitado por milagre e o ETA voltou a mostrar sua selvageria e falta de respeito à vida humana'', disse o ministro do Interior, Mariano Rajoy, que foi ao local do atentado.
Uma mulher e um homem foram detidos minutos depois, informou o ministro, sublinhando que, ''muito provavelmente'', eles fazem parte do ''Comando Madri'' do ETA.
''Pelo menos 95 pessoas foram atendidas pelos serviços médicos de emergência, mas apenas seis delas ficaram hospitalizadas com feridas de diferentes graus'', afirmou Rajoy. Entre os seis feridos, há uma menina de seis anos, um tunisiano de 29 que ficou com queimaduras graves, e uma inglesa, que ficou cega. O governo não divulgou a identidade das vítimas.
Vinte carros estacionados nas proximidades sofreram estragos devido à explosão, que aconteceu em frente a um prédio onde trabalham milhares de funcionários do grupo bancário BBVA. Vários deles ficaram feridos. Imóveis vizinhos também tiveram estragos.
De acordo com o ministro do Interior, a explosão tinha como alvo o alto funcionário que passava de carro, Juan Junquera Gonzalez, 65 anos, secretário-geral de política científica do Ministério da Ciência e Tecnologia, que ficou levemente ferido.
Os dois supostos autores do atentado, identificados como Aitor García Aliaga e Ana Belén Egues Gurrutxaga, foram presos após o ataque e são suspeitos pela autoria deste atentado e de outros quatro cometidos em Madri. Eles já teriam matado duas pessoas desde maio. Eles foram detidos graças a um pedestre, que os seguiu e chamou a polícia pelo telefone celular. Eles levavam explosivos, duas pistolas 9 mm, perucas e material de camuflagem, além de documentos falsos da polícia, da guarda civil e do Partido Popular (PP), ao qual pertence o presidente José Maria Aznar.
As detenções, sublinhou o diretor-geral da polícia, Juan Cotino, poderão permitir o desmantelamento do ''Comando Madri'' do ETA.

mockup