Carlos Menem diz que seu filho morreu em atentado
Ansa
De Buenos Aires
Zulema Yoma, ex-mulher de Carlos Menem, declarou-se ontem surpresa e emocionada pela afirmação do presidente de que o filho do casal, que morreu em 1995, foi vítima de um atentado e não de um acidente.
Menem sabia desde o início, disse Yoma, sobre a declaração, nunca antes tão clara nesse sentido, feita pelo presidente sobre a morte de seu filho Carlos, que morreu na queda de um helicóptero em 15 de março de 1995.
A presidência tirou-me algumas coisas; tirou o meu filho através de um atentado, porque na fuselagem do helicóptero havia sinais de bala, declarou Menem à entrevistadora Cecilia Bolocco para um canal de tevê chileno.
A justiça, contra a opinião de Zulema, que apenas no final, e timidamente, foi apoiada por Menem, arquivou a causa, com uma decisão firme de um tribunal de alçada, como morte em acidente.
O filho de Menem, então com 26 anos, viajava com o piloto Silvio Oltra quando o helicóptero caiu em Ramallo, cerca de 230 quilômetros ao norte de Buenos Aires, sobre a rodovia que une a capital a Rosário.
Zulema, que foi expulsa da residência de Menem em 1990, depois do fim do casamento, mencionou como possível causa do suposto atentado uma vingança contra o presidente por causa do tráfico de armas e drogas.
Carlos Menem se despede do poder este ano. A Argentina realiza eleições presidenciais no dia 24, com amplo favoritismo para o candidato oposicionista Fernando de La Rua.





