São Paulo - O cardeal Carlo Maria Martini, 78, arcebispo emérito de Milão, ocupou o cargo até 2002, quando foi substituído por Dionigi Tettamanzi, outro nome frequente nas listas de ''papáveis''. Em várias ocasiões afirmou não querer ser papa, dizendo que seu sonho é ir a Jerusalém para rezar e estudar.
A seu favor na eleição para papa pesam o fato de ele ser italiano e de falar 11 idiomas. Contra sua escolha pesam o fato de ele ser jesuíta - nunca houve um papa jesuíta antes -, o fato de ter revelado que sofre de mal de Parkinson e sua posição liberal. Algumas de suas idéias, como encorajar as mulheres a adotarem papéis mais ativos na igreja, preocupam os cardeais mais conservadores.
Os cardeais reunidos ontem fizeram um sorteio para decidir quem terá direito a um quarto com banheiro na confortável Casa de Santa Marta durante o conclave que começa na segunda-feira.

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