Carla Bruni nega influência no caso Battisti
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
France Presse 
Roma - Carla Bruni-Sarkozy, primeira-dama da França, afirmou ontem em um programa da RAI, televisão pública italiana, que não teve ''nenhuma influência'' na decisão do governo brasileiro de se recusar a extraditar o ex-ativista de extrema esquerda italiano Cesare Battisti.
''Eu não me permitiria nunca, não tenho ideologia, nunca defendi Battisti e estou feliz por poder responder a esta pregunta e dizer isso aos familiares das vítimas'', acrescentou.
''Sinceramente, não sei como alguém pode ter pensado que a mulher de um presidente poderia falar de semelhante assunto com o presidente de outro país'', disse Bruni, que no fim do ano passado fez com o marido uma rápida visita ao Brasil.
A imprensa italiana havia atribuído a Carla Bruni-Sarkozy um papel decisivo na decisão do Brasil de conceder abrigo político a Cesare Battisti, relacionando o caso em questão com o de Marina Petrella, outra ex-ativista que a França se negou a extraditar em novembro para as autoridades italianas por razões humanitárias.
A irmã de Carla Bruni, Valeria, expressou publicamente seu apoio a Petrella, ex-membro das Brigadas Vermelhas.
Bruni sugeriu que estas informações poderiam estar relacionadas à recente viagem que ela e Sarkozy fizeram ao Brasil.
Interrogada a respeito de sua proximidade com os ideais da esquerda, a primeira-dama francesa respondeu: ''Eu, de esquerda? Meu marido não considera que eu seja de esquerda, ele diz que eu sou muito mais complexa que isso''.


