Caracas aprova subsídios e reformas para conter desabastecimento
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terça-feira, 14 de maio de 2013
Folhapress 
São Paulo - O governo da Venezuela aprovou uma série de medidas para conter o desabastecimento de alimentos no país. Dentre as alterações estão o aumento de incentivos para os produtores dos alimentos que mais afetam os índices de inflação, que no país estão em cerca de 30% ao ano.
O anúncio foi feito anteontem pelo vice-presidente da República, Jorge Arreaza, horas após uma reunião com o ministro de Alimentos, Felix Osorio. A produção de legumes receberá incentivos permanentes, incluindo financiamentos permanentes, que movimentarão cerca de 2 bilhões de bolívares (R$ 638 milhões).
As produções de açúcar e girassol receberão subsídios. Enquanto o setor açucareiro receberá uma ajuda de 769 milhões de bolívares (R$ 245 milhões), os produtores de óleo de girassol serão beneficiados com um aumento de 30% no preço pago pelo governo.
Para o consumidor, o primeiro efeito será o aumento de 20% no preço dos laticínios e das carnes bovina e de frango. Além dos incentivos, o governo dividiu em três ministérios a responsabilidade do setor alimentício na Venezuela.
O Ministério da Agricultura se dedicará a fiscalizar a produção da matéria-prima e a pasta da Indústria ficará a cargo da geração dos insumos para garantir a produção. O beneficiamento e a distribuição será atribuição do Ministério dos Alimentos.
A pasta também será responsável pelas empresas Pronutrico e Proarepa, que controlam a produção de farinha de milho, insumo principal da arepa, comida que é a base alimentar venezuelana. As medidas ainda serão levadas a uma reunião com o presidente Nicolás Maduro, mas entram em vigor nos próximos dias.
A medida tenta conter o desabastecimento no país, que vem provocando enormes filas em supermercados e lojas. Segundo o banco central, a falta de alimentos é a maior em cinco anos.


