Caracas - A Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela (Conatel) abriu processo contra uma emissora de TV e duas de rádio que não veicularam ou postergaram a transmissão da cadeia nacional obrigatória sobre a saúde do presidente Hugo Chávez.
O diretor do órgão, Pedro Maldonado, utilizou o procedimento padrão para casos de não acatamento da ordem de cadeia nacional, que pode gerar multa, para advertir que os meios devem cumprir ''estritamente'' as regras ''neste momento e neste tema particular''.
Caso não o façam, Maldonado disse que o órgão está disposto a punir veículos ''para salvaguardar os direitos à paz, à tranquilidade e o sossego do povo''.
As cadeias obrigatórias de rádio e TV a respeito do estado de saúde de Chávez, em tratamento em Cuba contra um câncer, são uma mudança na estratégia de comunicação sobre o tema, que acusa a mídia ''transnacional'' de fazer ''guerra psicológica'' em torno do assunto.
Os chavistas seguem não detalhando o diagnóstico do presidente - que tipo de câncer e que órgãos ele atingiu - e o prognóstico. No entanto, desde sua mais recente operação em Havana, em 11 de dezembro, governistas têm divulgado informações quase diárias sobre o presidente. A mais nova é a de que ele enfrenta quadro de insuficiência respiratória provocada por uma ''severa'' infecção pulmonar.
A nova linha foi determinada pelo próprio Chávez, que, antes de partir para Havana, disse que a cirurgia trazia riscos inegáveis e apontou pela primeira vez um sucessor em caso de novas eleições, o vice, Nicolás Maduro.
Posse
A menos de uma semana da posse para o novo mandato de Chávez, na quinta, o governo ainda não esclareceu que caminho legal tomará caso isso não ocorra. Hoje a Assembleia renova sua junta diretiva no evento político mais importante desde a recaída do presidente. Se Chávez não assumir, o presidente da Casa assumirá para convocar eleição em 30 dias.

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