Washington - Um ano depois da captura de Saddam Hussein, os americanos constatam que o surgimento de um ''novo Iraque'', conforme prometeu o presidente George W. Bush, é uma questão muito mais complexa do que o previsto. A imprensa americana se mostrou discreta em relação ao aniversário da captura de Saddam, dando maior cobertura à falta de equipamento e proteção para os soldados enviados por Washington ao Iraque. Há um ano, o presidente Bush declarou que a captura do ex-líder iraquiano ''era essencial para o surgimento de um Iraque livre''. ''Todos os iraquianos podem agora se reunir, rechaçar a violência e construir um novo Iraque'', acrescentou.
A captura de Saddam foi saudada pelos mercados financeiros e pelo dólar, que aumentaram, enquanto que o preço do petróleo caiu. Nas pesquisas, o apoio dos americanos à guerra no Iraque estava em alta e havia otimismo sobre a prisão do chefe da Al-Qaeda, Osama bin Laden.
Prudentemente, o presidente Bush alertou depois os cidadãos que a captura de Saddam Hussein não marcava ''o fim da violência no Iraque''. Cerca de 1.300 soldados americanos morreram desde a invasão do país em março de 2003, entre eles mais de 1.000 em combate. A violência deixa também milhares de vítimas entre os iraquianos. O país sofre dezenas de atentados suicidas e ataques com carros-bomba e a guerrilha multiplica os ataques nas zonas sunitas do oeste e do norte de Bagdá.
Longe de reduzir o número de soldados no Iraque, Bush anunciou nesta semana que decidiu aumentar a quantidade de efetivos em 12.000, ou seja, para um total de 150.000 soldados, com o objetivo de assegurar a realização das eleições gerais previstas para 30 de janeiro.

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