O ex-capitão-de-corveta da Marinha argentina Ricardo Miguel Cavallo, detido no México sob a acusação de ter comandado sessões de tortura durante a ditadura militar da Argentina (entre 1976 e 1983), foi incluído ontem no processo que o juiz de instrução espanhol Baltasar Garzón move contra repressores sul-americanos e deve ter sua extradição pedida formalmente pela Justiça da Espanha. Cavallo foi preso na Cidade do México no dia 24, pouco antes de viajar para a Argentina. Ele usava documentos falsos. Fontes próximas de Garzón, o mesmo juiz que tentou sem sucesso que o ex-ditador Augusto Pinochet fosse extradidato para a Espanha, informaram que Cavallo já estava entre os militares acusados de participar da ‘‘guerra suja’’ argentina, mas sob a identidade de Miguel Angel Cavallo. Ex-integrante da Escola de Mecânica da Marinha (Esma), um dos mais importantes centros de tortura do regime militar, Cavallo é acusado de ter torturado, sequestrado e executado 21 pessoas. Seu nome é citado ainda em 227 processos por desaparecimento, 110 de tortura e 16 sequestros de bebês filhos de presos políticos.

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