São Paulo - O comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, afirmou ontem sentir "uma dor indelével" pelo naufrágio da embarcação, que completa dois anos ontem. O barco bateu em rochas perto da ilha de Giglio, na Toscana, em acidente que deixou 32 mortos.
Devido ao acidente, Schettino enfrenta julgamento em que é acusado de homicídio culposo, abandono do navio, naufrágio e de não ter informado à Guarda Costeira sobre a colisão que provocou o naufrágio do transatlântico.
"Expresso meu profundo pesar e renovo minha proximidade aos familiares das vítimas. Guardarei o silêncio hoje que renova uma dor indelével para todos nós", disse Schettino em uma nota.
O capitão deveria passar por uma nova audiência do julgamento nesta segunda, mas a sessão foi transferida para o dia 27.
O navio levava 4.229 passageiros e membros da tripulação, que jantavam no momento do acidente. O capitão bateu o navio nas pedras quando se aproximava de Giglio em uma "saudação" aos moradores da ilha. Apenas horas depois é que os passageiros receberam a ordem de abandonar o navio.
Devido ao acidente, a Justiça da Itália condenou em julho seis tripulantes do Costa Concordia e o chefe da unidade de crise da Costa Cruzeiros em terra. A empresa proprietária do navio chegou a um acordo para pagar 1 milhão de euros (R$ 3,2 milhões) como sanção administrativa.

mockup