São Paulo - Whitney Houston, uma das grandes vozes de sua geração, protagonista de um declínio pessoal que envolveu cocaína e um casamento conturbado, morreu no sábado à tarde, aos 48 anos. A cantora foi encontrada morta na banheira de um quarto do Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, onde cantaria em uma festa de Clive Davis, seu mentor e criador da Arista Records.
A morte foi decretada pouco depois das 16 horas, após bombeiros tentarem ressuscitar a cantora por meia hora, de acordo com o ''New York Times''. Foi o ponto final de uma história que viu a glória proporcionada por vários singles que chegaram ao topo nos anos 80, vendas de discos que passaram de 10 milhões, e uma carreira de atriz que rendeu o megahit ''I Will Always Love You'', regravação do clássico country de Dolly Parton.
A polícia não encontrou substâncias ilícitas na suíte do hotel. Havia, no entanto, medicamentos controlados e existe a suspeita de que a morte tenha sido causada por afogamento na banheira, devido a uma overdose.
Whitney Houston tinha tanto talento quanto pedigree. Sua mãe, Cissy Houston, fora backing vocal de Aretha Franklin, que por sua vez era madrinha de Whitney. Dionne Warwick era sua prima, e foi essencial para o desenvolvimento da cantora. Ela lapidou sua voz desde cedo, cantando em corais da igreja e ocasionalmente subindo ao palco com sua mãe. Na adolescência, foi backing vocal de Chaka Khan em ''I'm Every Woman'', hit que Whitney regravaria no início dos anos 90 e seria lembrado como um dos marcos de sua carreira.
O vozeirão impecável foi descoberto por Clive Davis, manager de Aretha Franklin e outras divas, no início dos anos 80. O produtor planejou seu disco de estreia, ''Whitney Houston'', por dois anos, e Whitney o lançou em 1985, chegando três vezes ao topo da Billboard com os hits ''Saving All My Love for You'', ''How Will I Know'' e ''Greatest Love of All''. Por ''Saving All My Love For You'', a cantora venceu um Grammy, prêmio que receberia outras cinco vezes.

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