Candidatos prometem fim da recessão
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terça-feira, 21 de julho de 1998
Pierre Taillefer France Presse 
Os três candidatos ao cargo de primeiro-ministro do Japão têm programas econômicos semelhantes que não provocam discussões no Partido Liberal Democrata (PLD), ocupado demais com as negociações para estabelecer alianças internas.
Durante uma entrevista conjunta à imprensa na sede do PLD, os três candidatos ao cargo de presidente do partido - primeiro passo para ser designado chefe do governo - apresentaram formalmente suas candidaturas ontem. Os três prometeram acabar com a recessão, embora tenham evitado esse termo, preferindo referir-se ao estancamento econômico.
Seiroku Kajiyama, Junichiro Koizumi e Keizo Obuchi insistiram na importância de dar um novo impulso à economia.
Este período de reformas é tão crucial como o que se seguiu à nossa derrota na guerra. Se não solucionarmos as dificuldades atuais, não teremos futuro, afirmou Obuchi, de 61 anos, atual ministro de Relações Exteriores.
Sem resolver os dois problemas - o estancamento da economia e as dificuldades do setor financeiro -, não podemos pensar em um futuro promissor. Quero fazer tudo o que estiver a meu alcance para solucionar os dois problemas, declarou Kajiyama, de 72 anos, um veterano líder do partido.
Koizumi, de 56 anos, atual ministro da Saúde Pública, assinalou que precisamos conseguir a recuperação econômica o mais cedo possível e é muito importante contribuir para a economia mundial.
Ásia, Europa e o mundo, todos estão observando quão rapidamente o Japão pode reconstruir sua economia. O que necessitamos é de um líder forte, assinalou Koizumi.
Os três candidatos retomaram, com algumas modificações, o plano de reativação econômica e de saneamento do sistema financeiro preparado pelo ex-primeiro-ministro Ryutaro Hashimoto e pelo PLD, que será votado durante o verão (boreal) em sessão extraordinária da Dieta.
Também estão de acordo nas reduções permanentes de impostos e na recuperação do setor financeiro.
Entretanto, somente Obuchi, o candidato que conta com maior apoio dentro do PLD, se atreve a fazer estimativas e promete 6 trilhões de ienes (43 bilhões de dólares) em reduções fiscais para 1999, acompanhadas por um orçamento complementar de 10 trilhões de ienes (71 bilhões de dólares) para financiar novas obras públicas.
Seus associados ocidentais pediram ao Japão - a segunda potência econômica do mundo - que ponha ordem em seu sistema financeiro, paralisado por gigantescas dívidas não pagas.
Bolsa cai A Bolsa de Tóquio fechou ontem em queda com variação de 14,09 pontos (0,08%), com o índice Nikkei em 16.556,69 pontos. O mercado ficou desapontado com a liderança de Keizo Obuchi na corrida ao cargo de líder do PLD (Partido Liberal Democrata) e primeiro-ministro do Japão.


