Paris - Os 12 candidatos à presidência na França usaram ontem suas últimas forças para encerrar uma longa batalha marcada por uma acirrada campanha, cujo resultado permanece imprevisível, já que um terço dos eleitores continua indeciso.
A partir da meia-noite, fim da campanha oficial do primeiro turno, estão proibidas a divulgação de pesquisas e a realização de comícios. A multa prevista é de 75.000 euros.
Os blogueiros já anunciaram que pretendem começar a transmitir as primeiras pesquisas de boca-de-urna por volta das 18h30 de domingo (13h30 de Brasília). Alguns jornais estrangeiros, suíços e belgas, principalmente, prometeram divulgar.
As últimas pesquisas de opinião, muitas vezes contraditórias, reforçaram o sentimento geral de indecisão, ainda que um duelo final entre o candidato da direita Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal apareça como o mais provável na maioria dos prognósticos.
Liderando quase todas as pesquisas desde meados de janeiro (27%-30%), Sarkozy disse ontem que, no segundo turno, em 6 de maio, não haverá para ele adversário ''fácil''.
Em algumas enquetes, Ségolène Royal (23%-26%) é acompanhada de perto pelo candidato de centro François Bayrou (17%-20%). Já o líder da extrema direita Jean-Marie Le Pen (13%-16%) disse estar convencido de que voltará a surpreender e se qualificará para o segundo turno, como aconteceu em 2002.
Dos 44,5 milhões de franceses convocados para ir às urnas, 1,5 milhão de eleitores ultramar começarão a votar no sábado, em razão do fuso horário e para que a votação esteja concluída no domingo à noite em todos os territórios, assim como alguns dos 820.000 franceses inscritos no exterior.

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