Candidatos derrotados ganham prêmio de consolação
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sábado, 15 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo- O ex-deputado Milton Mendes, que concorreu ao Senado pelo PT de Santa Catarina e foi derrotado, acabou recebendo de prêmio de consolação a presidência da Eletrosul. Mendes foi o primeiro presidente do PT catarinense. É formado em Direito e atua como advogado trabalhista desde 1977. Como seu forte não é a área de energia, ele cuidou de se resguardar. Seus diretores técnicos foram escolhidos no corpo funcional da empresa.
O ministro extraordinária da Segurança Alimentar, José Graziano, que cuida do programa Fome Zero, também se cercou de aliados em estatais importantes para o projeto mais ambicioso do governo. Para a presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ele indicou Clayton Campanhola, de quem foi orientador na Universidade de Campinas e com o qual fez parceria num livro sobre alimentação.
Graziano garantiu também a nomeação do ex-pró-reitor de Desenvolvimento Universitário da Unicamp Luiz Carlos Guedes Pinto para a presidência da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Quando criou o Ministério das Cidades, o presidente Lula transferiu para a nova pasta duas estatais do Ministério dos Transportes: a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a Trensurb, pequena estatal que atua na região metropolitana de Porto Alegre. Olívio não perdeu tempo. Para a CBTU, nomeou o economista do PT João Luiz da Silva Dias, oriundo da BHTrans, estatal municipal da Belo Horizonte; para a Trensurb, escolheu Marco Aurélio Spal Maia, metalúrgico ligado à CUT, que foi seu secretário de Administração no governo do Rio Grande do Sul.
Com boa influência política no governo de Lula, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), conseguiu não só levar o projeto-piloto do Fome Zero para seu Estado, como também garantiu a nomeação de seu aliado Francisco Guedes na presidente da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). Guedes é agrônomo e ajudou na equipe de transição do governo de Fernando Henrique Cardoso para o de Lula. (J.D./AE)


