Candidatos buscam indecisos na Itália
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de maio de 2001
ANSA De Roma 
Os dois principais candidatos às eleições gerais italianas de domingo, o líder conservador Silvio Berlusconi e o representante da esquerda Francesco Rutelli, tentaram ontem, último dia da campanha, conquistar o voto dos indecisos cerca de 25% dos mais de 49 milhões de eleitores do país.
Os últimos resultados das pesquisas divulgados há duas semanas, conforme exige a legislação eleitoral italiana davam vantagem de quatro pontos percentuais para Berlusconi sobre Rutelli o que torna decisiva a participação dos eleitores indecisos.
Mas tanto Berlusconi quanto Rutelli cantam vitória. Teremos uma enxurrada de votos, que sepultará nossos adversários e detratores, disse o líder direitista, citando pesquisas particulares feitas por sua coligação Casa das Liberdades. Berlusconi escolheu Roma para encerrar os comícios.
Atacando os flancos frágeis do rival (pendências judiciais e promessas não cumpridas quando governou a Itália durante sete meses em 1994), Rutelli, apoiado pela frente Olivo (Oliveira), de centro-esquerda, manifestou-se otimista, ressaltando que ganhará na última volta como o ex-primeiro-ministro Romano Prodi em 1996, que venceu apesar de sair em desvantagem nas pesquisas.
O candidato esquerdista lançou de Nápoles uma advertência: Berlusconi é um perigo. Nossa Itália é a de todos. A dele é a do privilégio, das vantagens de poucos, da fiscalização corporativa e da selva sanitária.
O líder direitista não deixou por menos, repetindo um de seus argumentos prediletos: A esquerda converteu a Itália no farolzinho vermelho da Europa. Por isso, preparamos um plano de governo articulado, que será uma verdadeira revolução.
Fora as duas grandes coligações, Casa das Liberdades e Olivo, apenas o Partido da Refundação Comunista (PRC), de Fausto Bertinotti, tem chances, segundo as pesquisas.


