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Seul

France PresseProtestoJovens estudantes sul-coreanos escrevem protesto contra o acordo que o governo do seu país está firmando com o FMI. As manifestações populares têm sido, porém, mínimas até agora o que estimula o Governo que acredita que o povo tenha percebido a gravidade da situação econômica que o país enfrentaOs principais candidatos à Presidência da Coréia do Sul, empenhados na campanha para as eleições do próximo dia 18, proclamaram em bloco seu acatamento do acordo feito com o Fundo Monetário Internacional para estabilizar a economia do país. Pressionados pelo FMI, que observava com atenção as ambiguidades da campanha eleitoral sobre o respeito aos termos do acordo de estabilização, os candidatos finalmente cederam durante uma reunião realizada na Casa Azul, a sede da Presidência. ‘‘Faremos todo o possível para respeitar o acordo com o FMI, para restaurar a credibilidade internacional (do país) e para estabilizar os mercados financeiros o quanto for possível’’, declararam em um texto conjunto.
Este compromisso solene deve melhorar as perspectivas de que o conselho administrativo do FMI aceite, em sua reunião de amanhã, a solicitação de Seul no sentido de acelerar a liberação das quantias prometidas no pacote de ajuda, levando em conta a gravidade da crise, maior ainda do que se calculava.
Segundo dados do Banco da Coréia (BoK, emissor), antes do fim do ano o país deverá reembolsar cerca de 10 bilhões de dólares a instituições financeiras internacionais, pelo vencimento de parte de sua dívida externa a curto prazo.
Há dez dias, quando foi anunciado o pacote de ajuda internacional de 60 bilhões de dólares, a moeda sul-coreana, o won, perdeu 39% de seu valor e a bolsa 5%. Já não se descarta a possibilidade de que a Coréia do Sul declare a suspensão de pagamentos.
Os mercados financeiros estavam muito preocupados com o compartamento dos candidatos presidenciais, que não pareciam dispostos a assumir o enorme custo social que terá a crise e o plano de saneamento apadrinhado pelo FMI.
O diretor geral do Fundo, Michel Camdessus, havia tomado a precaução de pedir aos principais candidatos que se comprometessem por escrito a respeitar o acordo firmado com o atual governo coreano.
Mas isso não impediu que o candidato Kim Dae Jung, apontado como favorito pelas pesquisas, pedisse há alguns dias a renegociação do acordo. Sexta-feira, em resposta a uma solicitação explícita de Camdessus, o candidato oposicionista explicou que só tinha pedido conversações sobre o seguimento do acordo. Na sexta-feira, foram realizadas, pela primeira vez pequenas manifestações de protesto contra o acordo com o FMI.

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