Candidato de Giuliani é eleito em NY
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quinta-feira, 08 de novembro de 2001
Ana María Echeverría<bR>France Presse - De Nova York 
O multimilionário republicano Michael Bloomberg, um novato da política e há poucos dias dado como perdedor, foi eleito pelos nova-iorquinos para substituir na prefeitura o popular Rudy Giuliani. Bloomberg, que se uniu às fileiras republicanas apenas há um ano, derrotou um veterano do Partido Democrata de Nova York, Mark Green, conseguindo uma vitória qualificada de ''assombrosa'' pela imprensa de Nova York, cidade de 8 milhões de habitantes, que votam tradicionalmente nos democratas. A vitória do praticamente desconhecido político é atribuída ao apoio dado pelo prefeito Giuliani (que não podia concorrer a mais um mandato). Antes que o prefeito anunciasse publicamente seu apoio, Green liderava as pesquisas, com folga. Em poucos dias, o quadro reverteu e a vitória de Bloomberg aconteceu de forma que os comentaristas consideram incrível.
Os comentaristas recordavam ontem que Bloomberg, que investiu quase 50 milhões de seu bolso na campanha eleitoral, tomará a primeiro de janeiro as rédeas de uma cidade diferente daquela na qual pôs seus olhos, há um ano, quando decidiu explorar sua candidatura à prefeitura.
A Big Apple, após 11 de setembro, já não é a mesma. Os nova-iorquinos vivem agora sob a psicose do antraz e de novos ataques, enquanto tentam enfrentar as sequelas dos atentados, que converteram a área financeira de Manhattan em um imenso cemitério, onde ficaram sepultadas 4.000 pessoas.
Bloomberg reconheceu ontem de madrugada a imensidade das tarefas que o esperam, ao dizer em seu discurso de vitória que ''agora vem a parte difícil''.
O principal desafio do novo prefeito será reconstruir a área do sul de Manhattan, e reativar a economia, castigada pelos ataques, que deixaram 75.000 pessoas sem emprego.
A Bloomberg, que parece um personagem frio, caberá também a tarefa de tentar devolver aos nova-iorquinos a energia vital que os caracteriza.
The New York Times resumiu ontem esse sentimento, em um editorial no qual afirmou que o novo prefeito deverá dar a Nova York ''o ambicioso otimismo'' que caracteriza a cidade dos arranha-céus.


