Candidata independente cresce no final
Pesquisa registra avanço de Noemí Sanín, que pode substituir Horácio Serpa na disputa com o favorito Andrés Pastrana
Agência Estado
France PresseAtropelandoSegundo instituto, se Noemí for ao 2º turno ganha a eleiçãoA sede da campanha do candidato favorito nas eleições deste domingo na Colômbia, Andrés Pastrana, instalada num antigo convento, foi tomada de nervosismo ontem, com a divulgação dos resultados dos dois principais institutos de pesquisas, que indicaram queda na intenção de voto para o candidato conservador. Enquanto isso, a equipe da candidata independente Noemí Sanín, terceira colocada, trabalhava em ritmo febril, pelo motivo oposto: as duas pesquisas mostraram sua ascensão vertiginosa, que ainda pode levá-la ao segundo turno. O liberal Horácio Serpa, candidato governista, continuava em segundo.
A empresa de sondagens de Napoleón Franco aponta uma diferença entre Noemí e Serpa já dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,6 pontos percentuais. Pastrana segue na frente, com 32,2% (9,5 pontos a menos do que há duas semanas), Serpa tem 26,4% (subiu 2,4 pontos), e Noemí, 23,2% (5,3 pontos a mais do que na última pesquisa).
O Centro Nacional de Consultoria dá uma margem maior a Serpa sobre Noemí, mas também registra uma ascensão maior da ex-chanceler, até porque sua pesquisa anterior foi relizada há um mês. Pastrana está em primeiro, com 38% (para 39% há um mês), seguido de Serpa, com 29% (tinha 34% antes), enquanto Noemí pulou de 10% para 21%.
O que é mais curioso: segundo Napoleón Franco, se Noemí passar para o segundo turno, vence qualquer um dos candidatos. Resta saber se até domingo é tempo suficiente para ela ultrapassar Serpa.
France PresseFavoritoPastrana está na frente e promete fazer a paz com a guerrilhaAndrés Pastrana, comprometeu-se ontem a conduzir pessoalmente negociações de paz com os guerrilheiros colombianos, durante entrevista à imprensa internacional.
Pastrana avalia que, ‘‘hoje, a situação é distinta de há quatro anos’’, referindo-se à última eleição presidencial, que ele perdeu por 0,3 ponto percentual para Ernesto Samper. ‘‘A Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o ELN (Exército de Libertação Nacional) se declararam dispostos a se sentar à mesa de negociações’’, lembrou Pastrana.
Garantiu que ‘‘há possibilidades de negociações: na semana passada, a Farc disse que nomeou uma comissão para iniciar o diálogo com o novo governo’’. Mas ‘‘com um governo que tenha legitimidade e autoridade’’, enfatizou o candidato oposicionista, numa referência ao escândalo do financiamento da campanha do presidente Ernesto Samper pelo Cartel de Cali.
Serpa foi ministro do Interior de Samper e seu mais importante defensor e articulador político. Em entrevista na quinta-feira, ele se dispôs a fazer as ‘‘concessões necessárias’’ para obter a paz e até mesmo a amparar uma Assembléia Constituinte, para eventuais reformas. Ontem, Pastrana também mencionou a Constituinte, para abrir caminho para a conversão dos grupos guerrilheiros em partidos políticos.

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