Canal do Panamá quer ampliar leito navegável
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domingo, 31 de dezembro de 2000
France Presse Da Cidade do Panamá 
O Canal do Panamá passou por seu primeiro ano sob administração panamenha com aumento dos rendimentos, redução do número de acidentes e o desafio de ampliar a via, para enfrentar a demanda do comércio mundial nos próximos 50 anos. A via marítima foi devolvida aos panamenhos em 31 de dezembro de 1999, após 85 anos de controle norte-americano.
O primeiro ano de administração panamenha foi imperceptível para a comunidade marítima internacional, segundo o administrador do canal, o panamenho Alberto Alemán, que dirige 11 mil funcionários, a maioria panamenha.
Alemán informou que um programa de modernização do canal, iniciado em 1996, avança como o planejado, com o alargamento da curva mais estreita da via, ao mesmo tempo em que melhoraram os sistemas de vigilância para a navegação e diminuiu o tempo de um barco nas águas do canal.
Um relatório sobre o desempenho do canal no ano 2000 revelou que o trânsito de navios de alto calado aumentou 0,6% e as exportações da Ásia com destino à costa leste dos Estados Unidos aumentaram 33,4 milhões de toneladas em relação a 1999.
O trânsito de navios Panamax os maiores que podem cruzar atualmente o canal e que representam 35,4% do trânsito anual foi de 4.301 embarcações, o que representa um aumento de 103 navios em relação ao ano passado.
A renda do pedágio cresceu 0,9% 574,2 milhões de dólares fruto do aumento do número de navios que usam o canal para o transporte de cargas.
O Canal apresentou um plano ambicioso para, entre outras coisas, ampliar o leito de navegação e construir pelo menos três lagos de água doce nas províncias de Panamá, Colón e Coclé, onde moram 100 mil camponeses, que seriam relocados.
Apesar de o projeto ter sido rejeitado pelo Comitê de Camponeses Contra a Inundação, a Autoridade do Canal do Panamá, organismo panamenho que substituiu ano passado a americana Comissão do Canal, iniciou há dez meses uma campanha publicitária e de relações públicas para minimizar as críticas.
A Autoridade argumenta que o futuro do canal depende da construção de três novos lagos e da ampliação de seu tamanho, mas não esclareceu como financiará o projeto, cujo custo foi calculado em quatro bilhões de dólares.


