Campo é símbolo do Holocausto
Auschwitz, Polônia- Símbolo do Holocausto, o campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau vem sendo objeto de várias peregrinações, incluindo a anual ''Marcha dos Sobreviventes'', prevista este ano para o dia 5 de maio. Organizadas desde 1988 por associações israelenses e da diáspora judaica, estas marchas reúnem no campo milhares de jovens, ao lado de autoridades políticas e ex-prisioneiros.
''Não esquecer jamais'' é o lema das manifestações. No ano passado, 5.000 jovens judeus de todo o planeta desfilaram ao lado de jovens poloneses.
Os peregrinos começam o percurso a partir do célebre portal, onde se lê a frase ''Arbeit macht frei'' (O trabalho liberta). Depois andam por mais de três quilômetros entre Auschwitz e Birkenau, a ''fábrica da morte'', onde, no fim da Segunda Guerra Mundial, as câmaras de gás e os fornos crematórios funcionavam as 24 horas do dia.
A cada ano, milhares de pessoas visitam o local que registrou tanto horror.''Geralmente há grupos de jovens que chegam sem perceber o caráter do lugar. Porém, à medida que se desenvolve a visita, os sorrisos se apagam e as fisionomias se tornam graves'', conta o porta-voz do museu, Jaroslaw Mensfelt. ''Algumas pessoas chegam com idéias preconcebidas sobre o papel dos poloneses no genocídio'', afirma. ''Nos cabe esclarecer o verdadeiro funcionamento deste campo nazista'', diz Mensfelt, numa referência ao que alguns chamam de campos de concentração poloneses, quando na verdade eram campos nazistas alemães em território polonês.
''Ninguém pode ficar indiferente às montanhas de cabelos, de brinquedos ou de sapatos que pertenceram às vítimas, exibidos por trás de imensas vitrines. Geralmente as pessoas explodem em soluços'', afirma Mensfelt.





