Em busca de novos adeptos, os candidatos presidenciais peruanos intensificaram suas atividades políticas na última semana de campanha, decididos a conquistar a confiança de cerca de 15% do eleitorado que, a cinco dias das eleições, ainda não decidiram a quem darão o seu voto. Os quatro candidatos mais fortes nas pesquisas multiplicaram nestes últimos dias o número de comícios, encontros com organizações populares, visitas a bairros da periferia e povoados pobres, bem como suas aparições na televisão em programas de entrevistas.
O favorito nas pesquisas é Alejandro Toledo, líder do partido Peru Possível, mas as sondagens indicam que ele não conseguirá os votos necessários para eleger-se no primeiro turno. O candidato tenta agora ganhar os 8 a 10 pontos percentuais que lhe faltam para alcançar os 50% mais um voto que poderiam convertê-lo no vencedor absoluto das eleições de domingo.
Uns 12 pontos abaixo está a segunda nas pesquisas, Lourdes Flores – a única candidata, que tenta consolidar-se na segunda posição para disputar o segundo turno com Toledo em momentos em que as pesquisas mostram que o ex-presidente Alan García se aproxima perigosamente dela.
García, presidente entre 1985 e 1990, está seguro de ser quem passará para o segundo turno, reiterando que existe ‘‘um voto oculto’’ que o favorece.
O congressista Fernando Olivera entra em quarto lugar nas preferências, mas bastante distante dos três primeiros candidatos; no entanto, tem a esperança – para muitos, ilusória – de alcançar um segundo lugar.
Cada um a seu modo, os quatro candidatos tentam conquistar essa decisiva porção do eleitorado que, segundo as pesquisas, se dispõe a votar em branco ou anular seu voto, por considerar que nenhum dos concorrentes satisfaz suas expectativas.

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