Campanha pede respeito nos Emirados
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sábado, 07 de julho de 2012
Diogo Bercito <br> Folhapress 
São Paulo - ''Nós damos tudo a vocês, expatriados. Igrejas, bares, clubes. Empregos caros! Vocês deveriam demonstrar algum respeito'', escreve @ladyruru_87 no Twitter. Essa era, na última quinta-feira, uma das demonstrações de apoio ao #UAEDressCode - campanha que pede que estrangeiros sigam o código de vestimenta nos Emirados Árabes Unidos.
O movimento foi iniciado por Asma al Muhairi, 23 anos. Indignada com a visão de estrangeiras vestindo shorts curtos em um shopping, ela criou a campanha no Twitter. A iniciativa deu início a debate público sobre os limites das liberdades dadas à maioria de estrangeiros nos Emirados, em que pouco mais de 10% da população é nativa.
A maioria dos 8 milhões de habitantes é de trabalhadores de países da região, além de expatriados ocidentais. Com a explosão demográfica no país, cuja população mais do que dobrou na última década, analistas apontam que cresce também a preocupação em manter intactos tradições e valores locais.
''A maior parte dos expatriados respeita o fato de que este é um país muçulmano'', diz à reportagem Maha al Hamed, 21, estudante de relações internacionais. ''Mas há quem desrespeite nossa cultura.''
Há constantes narrativas de estrangeiros violando os códigos morais dos Emirados Árabes, incluindo histórias de casais fazendo sexo na praia ou dentro do táxi. Um paquistanês foi supostamente deportado por levantar seu dedo do meio para um motorista.
''Na França, as mulheres não podem usar o véu. Os Emirados também podem ter códigos de vestimenta'', escreve outro usuário do Twitter. ''Como os expatriados são maioria, pedir que cubram os ombros é um pouco demais'', pondera a estudante Hamed. ''Só que há uma diferença entre mostrar os ombros e mostrar os mamilos'', afirma.


