Campanha muito violenta na Indonésia
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sexta-feira, 23 de maio de 1997
Linawati Sidarto, 
da France Presse, de Jacarta
France PresseChoquesPoliciais enfrentam manifestantes nas ruas de Jacarta. Já morreram, durante a campanha eleitoral, 126 pessoasA polícia fez ontem alguns disparos para o ar para dispersar milhares de manifestantes em um bairro do sul de Jacarta, no momento em eram queimadas bandeiras do partido do presidente Suharto e jogadas pedras contra as forças de ordem, apesar da proibição vigente de realizar manifestações no último dia da violenta campanha eleitoral indonésia. Os manifestantes, a maioria deles membros do Partido do Desenvolvimento Unido (PPP, pró-muçulmano), queimaram pneus e atingiram agentes de segurança, indicaram testemunhas.
As desordens surgiram apesar das advertências dos militares, que ameaçaram reprimir o menor distúrbio que fosse registrado em Jacarta. A capital era percorrida por dezenas de policiais e caminhões militares. Os helicópteros militares sobrevoaram o sul de Jacarta e instalaram controles militares em torno de Tangerang e Serpong.
Mesmo que o PPP tenha anunciado que a campanha oficial havia finalizado, muitos de seus partidários se reuniram nas principais ruas de Jacarta para se manifestar. Os três partidos indonésios reconhecios - Golkar, do atual presidente Suharto, o PPP e o Partido da Democracia Indonésia (PDI) - chegaram a um acordo esta semana para interromper as manifestações de ruas para evitar mais violência.
Os militares acusaram grupos particulares pela maioria dos atos de violência ocorridos ao longo da campanha, e que custou a vida de 126 pessoas em três semanas, a maioria delas em acidentes de trânsito durante as manifestações dos três partidos autorizados a disputar as 425 das 500 cadeiras do parlamento, pois as outras 75 são designadas aos militares.


