São Paulo - Ao menos seis pessoas incluindo três policiais foram mortos em conflitos com rebeldes ontem em Bagdá. O ataque seria uma resposta à aproximação das eleições iraquianas, previstas para 30 de janeiro. Ontem a explosão de uma bomba em uma mesquista de Karbala (sul) matou oito pessoas, elevando o total de mortos para 14. Outras 32 pessoas ficaram feridas.
A campanha eleitoral iraquiana começou oficialmente ontem, e candidatos de 89 coalizões vão disputar 275 vagas na Assembléia Nacional. O ataque de Karbala, a mais importante cidade xiita, tinha como principal alvo um proeminente clérigo da região, o xeque Abdul Mahdi al Karbalayee. Líderes locais disseram que o ataque foi uma tentativa dos militantes de promover uma guerra civil que envolva os xiitas e a minoria sunita.
Os xiitas esperam chegar ao poder pelo voto, e são a principal corrente do islamismo no país, com a preferência de 60% da população. Os sunitas somam apenas 20% dos iraquianos. Um homem, que até agora não foi identificado, matou Qassim Mehawi, um dos chefes do Ministério das Comunicações no Iraque. Ele foi assassinado quando saía para trabalhar ontem em Bagdá.
A oeste de Bagdá, no bairro de Al Khadra, uma bomba explodiu na rua durante a passagem de um veículo. Homens armados abriram fogo em seguida contra os passageiros, e duas pessoas foram mortas.
Os manifestantes também disseram estar preocupados com a volta dos curdos para a cidade. Durante o período em que o Iraque esteve sob o comando do ex-ditador Saddam Hussein, os curdos foram expulsos de Kirkuk, e os árabes puderam ocupar a região. A retomada de Kirkuk pelos curdos poderia provocar conflitos étnicos, segundo os moradores árabes.

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