Vinte criminosos foram executados numa cidade ao norte da China como parte da campanha ‘‘combate duro ao crime’’, que já realizou mais de mil sentenças capitais nos últimos dois meses, informou a imprensa oficial ontem. Os criminosos foram executados na quinta-feira na cidade de Xian, após a leitura pública de suas sentenças, segundo um jornal local.
O jornal não deu detalhes dos crimes que os condenados cometeram. Informou apenas que um dos homens, Li Jianwei, de 29 anos, era acusado de assassinar o homem que assaltou sua namorada.
O presidente Jiang Zemin iniciou a campanha ‘‘combate duro ao crime’’ no início de abril. Ele exigiu que a polícia acelerasse o processo de prisão, acusação e execução. Até o momento, a imprensa oficial já anunciou mais de mil execuções. Diplomatas e especialistas em direitos humanos protestam, e dizem que o número verdadeiro das execuções deve ser bem maior.
As execuções não ocorrem em lugares públicos. Normalmente, os condenados recebem um único tiro na parte de trás do pescoço. Algumas vezes, os órgãos dos prisioneiros são removidos para transplantes.
A cada ano, a China executa mais pessoas do que a soma de todos os outros países. O número total de execuções, no entanto, permanece um segredo de Estado guardado a sete chaves.

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