Camisas vermelhas pedem medição da ONU
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domingo, 16 de maio de 2010
France Presse 
Bangcoc - A violência fez mais uma vítima ontem em Bangcoc, quarto dia de confrontos que já causaram 31 mortes e 230 feridos, sem que o exército consiga conter os 'camisas vermelhas' antigovernamentais. Eles pedem a intermediação da Organização das Nações Unidas (ONU). ''Pedimos ao governo que cessem os disparos e que retire os soldados'' (que cercam o bairro ocupado pelos manifestantes desde o início de abri), declarou Kokaew Pikulthong, um dos dirigentes do movimento.
Antes de fazer esta proposta, que o governo rejeitou imediatamente, os dois campos haviam radicalizado suas ações, principalmente desde quinta-feira, quando o exército lançou uma operação destinada a asfixiar a zona vermelha, em pleno Centro da capital. Os soldados não hesitam em disparar contra os manifestantes. Estes, por sua parte, reforçaram as defesas de seu acampamento e alguns deles realizam operações de guerrilha urbana usando coqueteis molotov, pedras e, às vezes, armas de fogo.
Os enfrentamentos custaram a vida desde quinta-feira de 31 pessoas, todas civis, o que eleva para 61 mortos e mais de 1.600 feridos o balanço das vítimas desde o começo da crise em meados de março.
O primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, que havia proposto em vão uma solução política há duas semanas, adotou agora uma posição mais dura. Ele voltou a exigir neste domingo que os manifestantes se retirem, ameaçando intensificar as operações militares.
As autoridades pediram este domingo à Cruz Vermelha que participe na evacuação dos manifestantes que desejarem abandonar a chamada 'zona vermelha', na qual se encontram cerca de seis mil pessoas.
As manifestações começaram por iniciativa dos pardiários do ex-primeiro-ministro no exílio, Thaksin Shinawatra, que consideram que o governo de Abhisit é ilegítimo e o acusam de servir às elites de Bangcoc.


