Caminhoneiros fazem protesto
Caminhoneiros do Paraguai completaram ontem o segundo dia de greve em protesto contra o pedágio cobrado nas rodovias e o valor do frete pago pelas empresas. Eles estão parados nas estradas, impedindo o transporte de soja. Somente em Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu, cerca de 300 motoristas deixaram os caminhões estacionados nos acostamentos, formando uma fila de dois quilômetros.
A categoria reivindica a redução de pelo menos 20% da tarifa do pedágio, atualmente taxado em 28 mil guaranis (perto de R$ 16). Também querem que o governo federal pressione as multinacionais do setor a aumentar o valor do frete, de 47 mil guaranis para 65 mil guaranis por tonelada transportada (de R$ 27 para R$ 38). Exigem ainda o aumento na cota máxima dos carregamentos, de 42 toneladas para 43,3 toneladas incluindo peso do caminhão.
O secretário de relações da União dos Caminhoneiros do Paraguai, Sisivio Vera, disse ontem que a entidade está disposta a reduzir o reajuste para 52,5 mil guaranis por tonelada (R$ 30). Segundo ele, o governo do Paraguai teria aceitado a proposta, porém até as 16 horas não tinha assinado um documento assumindo o compromisso de efetuar a recomposição.
Estamos cobrando o mesmo preço há cinco anos, por isso não vamos aceitar um acordo verbal. A greve termina só com um documento assinado, garantiu o paraguaio, diante dos grevistas parados em frente à estação aduaneira Algesa Almacenes Genarales, distante 11 quilômetros da fronteira com Foz.
A greve causou atritos entre os profissionais paraguaios e brasileiros e até entre brasileiros, divididos em blocos de apoio aos manifestantes e de revolta por estarem parados.





