São Paulo - O cronograma diplomático é bastante lento. Não ocorrerá a imediata votação de sanções econômicas contra o Irã. O que existe é um longo jogo de pressões que deverá prosseguir nos próximos três ou quatro meses.
  O primeiro passo, depois do relatório da AIEA, será uma reunião em Nova York, no dia 9, dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, França, Rússia, Reino Unido e China), aos quais se associa a Alemanha, que participou das negociações com o Irã em nome da União Européia.
  Os americanos, com o apoio de franceses e britânicos, pretendem redigir uma resolução que evoque o Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas. Esse capítulo constata genericamente a ‘‘existência de uma ameaça à paz’’.
  Essa primeira resolução não abordaria a possibilidade de sanções, permitindo que ela seja votada pela China e Rússia.
  Nessa etapa do processo as articulações partem sobretudo do embaixador britânico na ONU, Emyr Jones-Parry, e de seu colega americano, John Bolton.
  Apenas numa segunda etapa, e caso o Irã não dê uma resposta satisfatória, é que se adotariam sanções em escala ainda bastante modesta, como a cassação dos vistos para que funcionários e homens de negócio iranianos possam visitar países estrangeiros em que tenham interesses.

mockup