Londres - Convencidos de que o resultado do plebiscito sobre o futuro do Reino Unido na União Europeia será apertado, os dois lados da campanha passaram o dia de ontem tentando conquistar os votos dos indecisos país afora. Hoje, os britânicos terão oportunidade de decidir se continuam membros da UE.
O premiê David Cameron, principal rosto do "fica", e o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, que comanda a campanha para romper com a UE, encararam uma maratona de comícios em diferentes cidades. Os dois travam uma disputa pela liderança do Partido Conservador. Ontem, a campanha acabou exatamente como começou: repleta de ataques, críticas e metáforas.
Cameron tentou fazer um apelo mais emotivo, abusando das metáforas para justificar por que os especialistas que preveem enfraquecimento da libra, fuga de capital estrangeiro e retração do crescimento econômico devem ser ouvidos. "Se um mecânico disser que seu carro não funciona bem, que o motor tem defeito, que os freios não funcionam, você colocaria sua família nele? Claro que não. Sair [da UE] será como pular de um avião e não poder voltar à cabine."
Já o ministro da Justiça, Michael Gove, a favor da saída, comparou as previsões de economistas "que apostam num encolhimento da economia em caso de saída do bloco" com as evidências apresentadas por especialistas pagos por Adolf Hiltler para justificar o governo nazista.

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