São Paulo - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse ontem que não quer "ver a União Europeia pelas costas". Porém, defendeu sua proposta de plebiscito e qualificou como um erro o aprofundamento da união política entre os 27 países do bloco.
As declarações são feitas um dia depois da proposta do chefe de governo para um plebiscito aos britânicos sobre a continuidade na União Europeia, que seria convocado até 2017 se seu partido for maioria após a eleição parlamentar de 2015.
Em discurso no Fórum Econômico Mundial, Cameron defendeu a consulta, apesar da animosidade da maioria das autoridades europeias. "Isso não significa que queremos ver a Europa pelas costas, mas que precisamos consolidar as bases para uma Europa mais flexível e competitiva."
Para ele, o anúncio do plebiscito foi uma forma de alertar a UE sobre a necessidade de mudanças ante a perda de competitividade dos 27 países no mundo. Ele disse que é o momento de um novo acordo sobre a Europa, que funcione para o Reino Unido.

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