Câmara vai combater reforma imigratória
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sábado, 22 de novembro de 2014
Folhapress 
São Paulo - O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, John Boehner, disse nesta sexta-feira que os republicanos vão avaliar ações para conter a ordem executiva do presidente Barack Obama que beneficia quase 5 milhões de imigrantes ilegais.
Boehner indicou que a decisão de Obama, anunciada na quinta, de usar seus poderes executivos e ignorar o Congresso, onde a reforma imigratória está travada, pode prejudicar esforços futuros. "Com esta ação, o presidente escolheu deliberadamente sabotar qualquer chance de uma reforma bipartidária que ele afirma buscar", disse Boehner a repórteres. Para Boehner, as ações de Obama "encorajarão mais pessoas a virem ilegalmente (aos EUA) e a colocarem suas vidas em risco".
O republicano lembrou a crise na fronteira sul do país entre março e junho devido à chegada em massa de menores não acompanhados, procedentes em sua maioria de Honduras, Guatemala e El Salvador, e previu que "no próximo verão pode ser pior".
Segundo a Casa Branca, a decisão de Obama irá expandir a força de trabalho e a produtividade nos EUA, aumentando o PIB em 0,4% em dez anos. O Partido Republicano está dividido sobre a questão: os membros do Tea Party, a ala mais conservadora, defendem deixar a administração federal sem fundos para funcionar, como ocorreu em outubro do ano passado, porém vários de seus líderes preferem medidas menos radicais, como bloquear o financiamento necessário para implementar as medidas migratórias de Obama.
O Senado, sob controle democrata, aprovou um projeto de lei para uma reforma migratória em junho de 2013, que não foi submetida a voto na Câmara de Representantes, onde os republicanos têm a maioria desde 2010. Após esperar mais de um ano para que a votação ocorresse, Obama anunciou em junho que atuaria por conta própria.
Em discurso transmitido pela TV da Casa Branca, o presidente disse que pretende assinar um decreto que vai reduzir o risco de deportação para cerca de 4,7 milhões dos 11 milhões de imigrantes sem documentação nos EUA. Obama deve sancionar a medida nesta sexta-feira à tarde em uma escola de Las Vegas.
COMEMORAÇÃO
Os governos do México e de vários países da América Central comemoraram a medida de Obama. A decisão "tem potencial para beneficiar um número significativo de mexicanos no país e melhorar suas oportunidades", disse a chancelaria do México. "Expressamos a satisfação do governo do presidente Salvador Sánchez Cerén diante deste anúncio, pois muitos de nossos compatriotas terão um alívio temporal em sua situação migratória", disse o chanceler de El Salvador, Hugo Martínez.


