Câmara dos Lordes encerra audiências sobre Pinochet
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sexta-feira, 13 de novembro de 1998
DPA e Reuters 
Os cinco juízes da Câmara dos Lordes britânica encerraram ontem as audiências sobre a detenção e o pedido de extradição do ex-ditador chileno Augusto Pinochet por parte da Espanha. Após seis dias de sessões, os law lords se retiraram para realizar consultas finais antes de anunciarem sua decisão sobre o caso. Porta-voz dos lordes disse que a decisão será conhecida em breve, mas fontes da Câmara afirmaram que o parecer sai na próxima semana. O presidente do grupo de juízes, lorde Slynn, agradeceu aos advogados e promotores por seus esforços no caso, que qualificou de muito importante e difícil.
Os magistrados da mais alta instância de apelação britânica devem julgar se é válida a ordem de prisão expedida por um juiz espanhol contra Pinochet ou se este goza de imunidade soberana pelo fato de ter sido chefe de Estado, como considerou o Tribunal Superior de Londres. Em suas alegações finais, o promotor Christopher Greenwood disse que Pinochet não pode gozar de imunidade por causa dos delitos cometidos durante seu governo que são previstos pelo direito internacional.
Ameaças Partidários do ex-ditador chileno general Augusto Pinochet, de 82 anos, revoltados com a prisão dele na Grã-Bretanha ameaçam matar o juiz espanhol Baltasar Garzón - que pediu a extradição dele para a Espanha - e assumiram ontem a autoria das ameaças de bomba na quarta-feria contra o avião do presidente do chile, Eduardo Frei.
Nós estamos preparados para fazer qualquer coisa, até mesmo sequestros, ataques à bomba e assassinatos do juiz, sua mulher e seus parentes, advertiram em um comunicado assinado por um desconhecido Extrema Direita Organizada e divulgado em um site da Internet. Nós não descartamos a idéia de um atentado que provoque mortes, se o juiz Garzón conseguir a extradição.
Eles também dizem que agirão se Frei falhar na defesa de Pinochet, ao qual se referem como fundador do Chile moderno e o nunca derrotado ex-general do Exército chileno.
O grupo assinala ter sido o responsável por uma ameaça telefônica à Embaixada da França no Chile. O grupo fez ainda ameaças à Embaixada da França - país que ontem pediu a extradição de Pinochet a Londres -, ao jornal chileno El Mercurio e toda a mídia que se expressar contra Pinochet, ao chanceler chileno e a todas personalidades espanholas e britânicas residentes no Chile.


