A Câmara de Representantes dos Estados Unidos se inclina cada vez mais a aprovar o início do processo de impeachment contra o presidente norte-americano Bill Clinton. Três dos vinte deputados republicanos que estavam indecisos até agora quanto ao procedimento a ser adotado em relação à acusação de perjúrio e abuso de poder contra Clinton disseram ontem em Washington que votarão a favor do impeachment, e vários de seus colegas deram a entender que poderão fazer o mesmo.
A decisão dos republicanos vai de encontro à opinião pública norte-americana que se opõe à abertura do processo de impeachment, de acordo com as últimas pesquisas. Pesquisa realizada pela rede de televisão CBS e pelo jornal New York Times indica que 64 por cento dos entrevistados se disseram contrários à medida; em sondagem semelhante realizada pelo Washington Post e pela rede de TV ABC o número dos que se opõem ao impeachment é de 61 por cento.
Cinquenta e oito por cento disseram entretanto que Clinton deve renunciar caso o processo chegue ao Senado.
Feministas As feministas norte-americanas expressaram ultraje ontem pela retomada do processo de impeachment contra o presidente Bill Clinton e a pioneira do movimento, Betty Friedan, culpou por isto ‘‘um bando de homens brancos, velhos e sujos’’.
‘‘Mesmo que ele tenha feito o que dizem, qual é o grande negócio?’, disse Friedan, referindo-se a Clinton em entrevista coletiva junto com mais de uma dúzia de líderes feministas.
‘‘Ter nosso desejo usado por uma bando de homens brancos, velhos e sujos que tentam usar questões sexuais erroneamente (...) para derrubar um presidente, é uma verdadeira desgraça para Washington, para o Congresso e para os Estados Unidos’’, declarou Friedan.
Ela disse que iria convocar uma passeata de mulheres até o Capitólio se a mobilização pelo impeachment do chefe de estado norte-americano ‘‘seguisse mais adiante’’.
Posição de Dole O ex-candidato republicano à presidência Bob Dole propôs ontem às duas Câmaras do Congresso aprovarem uma resolução conjunta de censura que condene o comportamento do presidente Clinton no caso Lewinsky.
Esta solução, preferível ao impeachment, permitiria ao país evitar um longo processo no Senado e ‘‘olhar para a frente’’, escreveu o ex-chefe do grupo republicano no jornal The New York Times.France PresseManifestante sugere que o promotor que levantou a questão contra Clinton, Ken Starr, seja processadoDPA e Reuters

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