France Presse
Seul
Os principais candidatos às eleições presidenciais sul-coreanas que se realizam amanhã concentravam seus últimos esforços, em meio a calúnias e manobras de desinformação vindas de todas as partes. A capital Seul é considerada fundamental para as eleições, pois concentra 45% dos 32,3 milhões de eleitores sul-coreanos.
O candidato de oposição Kim Dae Jung, cuja base eleitoral está concentrada no sudoeste, percorre as periferias de Seul, denunciando a administração do atual presidente, Kim Yung Sam. Por sua parte, o candidato governamental Lee Hoi Chang viajou a Kwangju (sudoeste), onde mais de 200 pessoas morreram nas mãos do exército, em 1980, e que continua sendo símbolo do movimento democrático.
O terceiro candidato, Rhee In Je, anteriormente eleito em Seul, visitou a casa natal do presidente assassinado, Park en Taegu (sul). As pesquisas estão proibidas nos 22 dias da campanha oficial. As últimas pesquias de opinião ‘‘oficiais’’ davam a Kim e Lee, em disputa apertada, um leve avanço para o opositor Kim. Rhee, o mais jovem, fica bastante distanciado. Lee Hoi Chang pediu novamente ontem a Rhee In Je que desista de sua candidatura, que divide o voto conservador e poderá facilitar a presidência para o opositor Kim, que está tentando atingir o cargo pela quarta vez. Rhee respondeu pedindo a mesma coisa do adversário conservador. Como nas três campanhas anteriores, o opositor Kim sofreu uma campanha sediciosa, que o aponta como o favorito do regime norte-coreano.

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