Caixão banhado a ouro
Entre o palco e a plateia, iluminado por um canhão de luz, estava o caixão que trazia o corpo do cantor, morto aos 50 anos no dia 25 ultimo em circunstancias não esclarecidas. Tinha sobre ele uma coroa de flores e, segundo a imprensa local, era banhado a ouro de 14 quilates.
O caixão ficou a dois passos de onde os três filhos, os oito irmãos e os pais de Jackson estavam sentados, na primeira fileira. As irmãs e os pais vestiam preto. Parte dos irmãos usava gravata amarelo-ouro, como o caixão, e uma luva branca na mao direita, que foi uma das características visuais do artista. Todos usavam óculos escuros.
No teatro ao lado, 6,5 mil pessoas assistiam a tudo por um telão. Apesar de a área do estádio estar fechada pela policia, pelo menos mil fãs sem ingresso tentavam furar o bloqueio, no que eram vigiados por três vezes o número de policiais. Em 88 cinemas espalhados pelo país, a cerimônia era transmitida ao vivo. Na Time Square, de Nova York, os passantes acompanhavam pelos telões.
Nas principais TVs abertas e fechadas norte-americanas, a programação normal havia sido interrompida e âncoras relatavam passo a passo o que se desenrolava no palco. No mundo inteiro, os organizadores do evento estimavam em cerca de 1 bilhão de pessoas o potencial de espectadores.
Até o momento, não estava claro o destino do corpo de Jackson, retirado rapidamente tão logo a cerimônia se encerrou. De certo, sabia-se que antes do evento público houve um funeral privado, no cemitério de Forest Lawn, em Hollywood, e que o cérebro e o pulmão do cantor estão com o escritório do legista de Los Angeles, que ainda conduz exames para determinar a causa de sua morte.





