Agência Estado
Como se fossem poucas as irregularidades no acidente com o Boeing da Lapa em Buenos Aires, ontem apareceu mais um obstáculo inesperado para desvendar o desastre: uma das caixas-pretas foi seriamente atingida pelo fogo que consumiu o avião na noite de terça. As caixas dificilmente são danificadas tão seriamente como neste caso.
Um ano e meio após a privatização dos 33 maiores aeroportos do país, que passaram para uma única empresa, a Aeropuertos Argentina 2000, foi anunciado que ‘‘os traslados de todos os vôos ao aeroporto de Ezeiza (fora da cidade) serão acelerados’’. No início do ano, a mesma empresa havia declarado que o Aeroparque seria mantido para vôos curtos, e que ali investiria US$ 250 milhões.
Enquanto o futuro do Aeroparque começa a ser discutido, a maioria dos mortos do vôo ainda não foi enterrada. Dos 70 corpos encontrados, somente 21 puderam ser identificados até ontem. Dos 49 corpos não identificados, seis são restos humanos, compostos de braços, pedaços esparsos dos quais não se pode identificar sequer o sexo. São 29 homens não identificados, e 14 mulheres.
Os corpos serão identificados através de exames de DNA, mas os resultados somente serão divulgados daqui a duas semanas.

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