Bogotá O ministro do Interior colombiano, Fernando LondoÀo, apresentou sua carta de denúncia ao presidente Alvaro Uribe, indicou à AFP uma fonte governamental que pediu para não ser identificada.
Pouco antes deste anúncio, o próprio LondoÀo, dava indicações, em um ato acadêmico, que era o último evento ao qual assistia na qualidade de ministro. Isto ocorreu 24 horas depois dele ter criado uma forte polêmica ao declarar que o presidente Alvaro Uribe podia antecipar as eleições presidenciais.
Participando em um foro sobre terrorismo, LondoÀo surpreendeu os presentes indicando que este era seu último evento na qualidade de ministro do Interior.
''Não tenho pressa, não tenho pressa por uma razão elementar: este ato carregado de tanto significado é o último ao qual assisto como ministro do Interior e da Justiça'', afirmou.
O presidente Alvaro Uribe admite a possibilidade de antecipar a eleição presidencial colombiana se perder apoio político, afirmou LondoÀo na quarta-feira, assinalando que o presidente não pensa em ficar no poder se não puder fazer nada pelo país. Em uma declaração que imediatamente gerou uma agitação política, o ministro LondoÀo advertiu os dirigentes do Partido Conservador principal aliado do presidente Uribe de que se o partido se lançar na oposição criaria uma imensa crise política.
''Não reduzo em nada o significado que teria se a bancada conservadora deixasse de apoiar o governo. Essa é uma situação de crise sem precedentes'', assinalou, acrescentando que ''essa crise política só se resolveria, acho eu, com elementos extremos, que o presidente considerou, inclusive o de antecipar as eleições''.
A renúncia pode significar a quebra da confiança do presidente em LondoÀo.

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