O café pode proteger contra a perda de células nervosas que originam o mal de Parkinson, segundo um estudo que o Journal of the American Medical Association (Associação Médica Americana) publicou ontem.
Pesquisas realizadas no Havaí mostraram que pessoas que não tomam café têm cinco vezes mais chances de desenvolver a doença do que as que bebem cinco ou quatro xícaras por dia.
Quem não toma café também tem três vezes mais chances de ter a doença na velhice do que aqueles que consomem a bebida moderadamente (duas ou três xícaras por dia), segundo o estudo.
Os pesquisadores do departamento de Assuntos dos Veteranos em Honolulu, no Havaí, encontraram estes resultados ao examinar o nível de cafeína consumido pelos homens, em relação a substâncias como chocolate, chá e produtos gaseificados.
‘‘O mais emocionante é que agora temos mais provas de que os fatores ambientais alteram os riscos de desenvolvimento do mal de Parkinson’’, disse Webster Ross, neurologista do departamento encarregado da pesquisa.
A cafeína, acrescentam os especialistas, pode ter efeitos medicinais que atacam alguns dos primeiros sintomas da doença, que desencadeia um tremor geral em um dos lados do corpo, debilidade muscular e rigidez, além de problemas de equilíbrio.
As pesquisas duraram 30 anos e foram realizadas com a ajuda de 8 mil voluntários. Ross disse que os estudos precisam ser confirmados, com novos voluntários.

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