Cada parte tem sua explicação para ofensiva
Pablo Rodríguez
France Presse
De Bogotá
O sangrento ataque lançado na quinta-feira pela guerrilha marxista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) contra o Exército perto de Bogotá teria deixado um saldo de 85 mortos nos dois lados e foi um duro golpe psicológico no início das negociações de paz com o governo.
A origem dos confrontos ainda é confusa e cada parte tem sua versão. Segundo o comandante das Forças Armadas, o general Fernando Tapias, o Exército parou um avanço das Farc em Bogotá que havia sido detectado pela inteligência militar, apesar de admitir desconhecer o propósito da ação guerrilheira.
As Farc por sua vez dizem que seu objetivo era atacar duas companhias militares destacadas perto de Bogotá, cuja missão é vigiar a cidade, mas seu objetivo final não era entrar na cidade.
Independentemente do objetivo e do sangrento saldo do ataque rebelde, este foi um golpe psicológico dado pelas Farc para demonstrar que estão perto da capital do país e exibir seu poderio militar às vésperas das negociações com o governo do presidente Andrés Pastrana.
O ministro da Defesa, Luis Fernando Ramírez, classificou o ataque de demente e disse que as Farc acreditam que aumentando a violência vai chegar fortalecida na mesa de negociações.
O início das negociações de paz está previsto para o dia 20 depois de quatro meses de diálogos conturbados que concluíram no último dia 6 de maio com o acordo sobre uma ambiciosa agenda temática de paz com 12 pontos.





