Hwange, Zimbábue - O organizador zimbabuano de safáris Theo Bronkhorst, acusado de caça furtiva e por ter organizado o safári que resultou na morte de Cecil, um leão famoso e símbolo do país que foi caçado por um rico cliente americano, deve pagar uma fiança de 1.000 dólares. A morte do famoso leão causou indignação em todo o mundo, depois que foi divulgado que o animal teria sido retirado do parque com uma isca para ser caçado com um arco e flecha em um campo vizinho. Depois de um dia de negociações entre policiais, promotores e advogados, as autoridades concederam liberdade a Bronkhorst mediante pagamento de fiança de 1.000 dólares. O organizador de safáris foi acusado por "não ter impedido uma caça ilegal", e será julgado em 5 de agosto, anunciou a juíza Lindiwe Maphosa.
O norte-americano Walter James Palmer foi o grande ausente na audiência no tribunal de Hwange, junto ao parque onde ocorreram os fatos, pois abandonou o país antes que o escândalo explodisse. Em um comunicado publicado na última terça, Palmer, dentista de profissão, lamentou a morte do leão, mas assegurou que seguiu as indicações de seus intermediários e confiou "na experiência dos guias locais para caçar dentro da legalidade".
"Lamento profundamente que o exercício de uma atividade que eu amo e pratico de forma responsável e dentro da lei foi traduzido pela morte deste leão (...) cujo status de celebridade local eu desconhecia", acrescentou. Palmer supostamente teria admitido que matou, em 2008, um urso preto nos estado norte-americano de Wisconsin.

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