Bush transmite o governo do Texas
O presidente eleito dos Estados Unidos, George W Bush, deixou ontem seu cargo de governador do Texas, que exercia desde 1994. Durante uma cerimônia na capital do Estado, Austin, o futuro presidente norte-americano passou o poder a seu vice, Rick Perry, de 50 anos e republicano como ele, mas com fama de menos conciliador, principalmente em suas relações com a oposição democrata.
Estou orgulhoso do bem que temos feito juntos e muito contente do bem que poderemos fazer pelos Estados Unidos, declarou Bush, muito emocionado. Depois, elogiou a diversidade que na sua opinião tornou os texanos mais fortes e a livre empresa, ao mesmo tempo que se congratulou de sua reforma da justiça civil e de sua repressão da delinquência juvenil no Texas.
Eleito em 1994 como 46º governador do Estado do Texas, e reeleito em 1998 com 53% dos votos, foi sua ampla vitória que serviu como trampolim para se transformar no canddiato dos republicados à Casa Branca nas eleições de novembro.
Protestos programadosDiversas associações convocaram, ontem, para o próximo dia 20 de janeiro, em Washington, uma manifestação contra a pena de morte e a política externa americana para o Iraque. Nesse dia, o presidente eleito George W. Bush receberá a faixa presidencial do presidente Bill Clinton.
Será uma manifestação gigante, disse em entrevista à imprensa Brian Becker, do Centro de Ação Internacional. Encerrará uma semana de atividades pacíficas, acrescentou Adam Eidinger, coordenador do Movimento Ação e Justiça.
Milhares de pessoas virão dos 50 Estados da União, segundo Becker, que advertiu à polícia contra qualquer tentativa de intimidação ou marginalização. Os organizadores dizem que solicitaram muitas autorizações para a concentração e que até agora não receberam resposta.
Os manifestantes esperam misturar-se à multidão que assistirá à cerimônia de passagem de poder.
Os grupos protestarão particularmente contra o modo como Bush aplicou a pena de morte no Estado do Texas, assim como contra a agressiva diplomacia americana em relação ao Iraque, com consequências dramáticas para sua população, segundo os organizadores.
Os ativistas afirmaram que contam com o apoio dos Verdes, dos democratas e até dos republicanos.





