São Paulo - O presidente George W. Bush ordenou uma pausa na redução do contingente americano no Iraque a partir de julho, acolhendo a recomendação de seu principal comandante na guerra, David Petraeus -que depôs nos dois dias anteriores ao Congresso sobre o progresso da situação militar no país árabe.
Para apaziguar os ânimos domésticos, Bush fez questão de destacar, em discurso televisionado na Casa Branca, que a guerra no Iraque, a ser herdada por seu sucessor em janeiro, ''não será infinita''.
Os seis anos de conflito já deixaram 4.000 baixas militares americanas, custaram mais de US$ 500 bilhões e minaram a popularidade de Bush. Pressionado também pela ameaça de uma recessão econômica, o governo atingiu seu pior patamar de aprovação na pesquisa Associated Press-Ipsos: 28%, no levantamento divulgado hoje, abaixo dos 30% de março (que já eram recorde).
Bush decidiu adotar a sugestão de Petraeus, de completar até junho a retirada de 20 mil soldados enviados como reforço no ano passado e, então, impor uma pausa de 45 dias na recolhida dos 140 mil homens restantes. Novos cortes dependerão da situação no território iraquiano e não têm previsão para acontecer.

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