Washington - O presidente George W. Bush voltou a criticar ontem uma retirada em 2008 das tropas americanas do Iraque e acusou o Congresso, de maioria democrata, de priorizar sua política partidária em detrimento dos interesses dos próprios soldados.
Em seu programa de rádio semanal, Bush acusou seus adversários de ter dividido as tropas norte-americanas, que tiveram de tomar posição entre os que querem permanecer no Iraque e os que desejam voltar antes do previsto, devido ao fato de que os legisladores não se decidem em apoiar um projeto de lei de emergência para financiar a guerra no Iraque e no Afeganistão.
''Temos divergências em Washington, mas não podemos colocar nossos soldados no meio'', afirmou. O presidente norte-americano enfatizou ainda que ''os soldados não devem tomar uma posição política, para eles a lei é uma fonte de financiamento-chave que terá um impacto direto em suas vidas cotidianas''.
Bush se encontra num duro enfrentamento com os democratas, que são maioria no Congresso desde janeiro, e exigem uma retirada das tropas do Iraque em 2008, em troca de aprovar o financiamento da guerra.
Tanto a Câmara de Representantes quanto o Senado adotaram nas últimas semanas projetos de lei que associam o financiamento da guerra para 2007 a uma retirada das tropas em 2008, medida que Bush reiterou em várias oportunidades que vai vetar.
Bombardeios no Iraque - As forças norte-americanas efetuaram ontem vários bombardeios aéreos em Diwaniya (180 km ao sul de Bagdá), cenário pelo segundo dia consecutivo de confrontos entre milícias xiitas e forças de segurança iraquianas e norte-americanas, que deixaram quatro mortos.
Segundo um relatório médico, quatro pessoas foram mortas e 25 ficaram feridas desde sexta-feira quando começaram os enfrentamentos. O bombardeio teria sido efetuado ''contra milícias ilegalmente armadas'', segundo comunicado do exército.
Um informe do exército registrou três milicianos mortos e seis feridos. Vinte e sete pessoas foram detidas durante a operação. Três soldados da coalizão ficaram feridos, segundo a mesma fonte. Na véspera, informes médicos registravam um morto e 19 feridos.
Pelo menos 1.400 soldados iraquianos das cidades vizinhas foram deslocados para Diwaniya para a operação, disseram fontes militares. Todos os acessos à cidade foram bloqueados pelas forças de segurança iraquianas e os soldados norte-americanos. As forças de segurança enfrentam as milícias radicais xiitas de Moqtada al-Sadr.
Em agosto de 2006, os confrontos entre milícias e forças regulares, frequentes em Diwaniya, custaram a vida de cerca de 20 soldados e dezenas de milicianos.

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